sábado, 26 de outubro de 2013

É rock, É metal, É Vertigem

É rock,
É metal,
É Vertigem

Ronaldo, Vagner, Bruno e Valber: banda Vertigem
Foto tremida, máquina desregulada


Mais uma vez, contrariando as resistências à contracultura e às culturas underground, a união de forças trouxe a banda Vertigem aos palcos do Gilson, pelas mãos de Anderson Sagüi (Eu Quero é Rock).

 

Não foi apenas um “rock” de sexta-feira. Foi uma explosão de vitalidade daqueles quatro garotos que amam o rock and roll e fizeram todos adorar, mais uma vez, de Black Sabbath a Cazuza e Little Richard com Good Golly Miss Molly e tudo mais, gêneros distantes mas da mesma vertente do rock.


Gilson Nota Mil e Anderson Sagui: agitando o underground, vendendo cerveja e cobrando umas entradas

A noite foi de covers bem tocados e bem cantados. Destaque para o vocal de Bruno, que substituiu muito bem as vozes de James Dio e Ozzi Osbourne. Seu passeio pelo The Doors também foi muito bom. Outro destaque da banda é o guitarrista Válber que solou tudo na 23ª casa do braço de sua guitarra, alcançando os timbres mais agudos de forma espetacular.

A banda existe há oito anos, sendo formada hoje por Ronaldo (baixo), Vagner (bateria), Bruno (vocal) e Válber (guitarra).

A banda Vertigem prometeu para bem pouco tempo o lançamento de músicas autorais. “Vamos apresentar ao público um trabalho com músicas próprias mas para isso vamos contar com o profissionalismo do mercado”, diz Ronaldo, referindo-se a valores de cahê.

A força do rock: Fellipe Nascimento, Gilson Nota Mil,
Sagui, Palhetada do Diabo e Jorge Terror,
realizando a biografia do rock no ES

O rock foi muito bom não pelas músicas já consagradas, mas principalmente pela execução bem particular que a banda imprimiu. A banda Vertigem não se propõe a fazer covers perfeitos, mas prestar uma homenagem aos grandes do rock com seus próprios arranjos, o que explica a energia com que se apresentaram. “Tocamos as músicas do nosso jeito”, diz Bruno.

A banda fez questão de afirmar que as parcerias no underground são muito importantes, dando destaque ao trabalho de Anderson Sagüi e Danilo De Bronha. “Eles sempre nos chamam pra tocar e agradecemos por isso”, afirma Bruno. Lembraram também do Borracha, “outro cara maneiro”, completa.

Na plateia, esposas, amigos e bebuns: todos amantes do rock.

É isso aí galera do Palhetada!

Ao som de Bob Marley (Everythings Gonna Be Alright), ofereço essas palhetadas. Vamos ao rock! Vamos à cerveja!. Vamos à vida!

Red House abraça Tche?
Amigos no rock

Quê? 
Dan Carlos, guitarrista do Guns, e Danilo De Bronha
Do seu amigo de sempre...

Comentem, compartilhem, tornem-se seguidores e tudo mais...

Tudo pelo Rock!

O melhor de tudo: o público!

Família In Mind...

Gilson Nota Mil e amigo

Oh yes,,,

Agradecimentos à galera do rock... Valeu demais!

Parabéns pela beleza...

Vertigem?

Desculpem pelas fotos: máquina desregulada

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A globalização da pobreza



A globalização da pobreza


Poderíamos até comer sanduíches do McDonald com prazer se existisse distribuição de renda no mundo.

Poderíamos até mesmo aceitar o lucro das grandes corporações se existisse qualidade de vida para os povos latino-americanos, africanos e asiáticos.



Porque não socializar a riqueza? Porque somente socializar a pobreza? Esse é um tabu no qual ninguém ousa tocar, salvo algumas tímidas intervenções de estados nacionais como a baixa forçada pelo governo brasileiro dos juros abusivos praticados pelos bancos e das intervenções do próprio povo em manifestações cada vez mais freqüentes.


Após a baixa de juros bancários, o Banco do Brasil teve o maior lucro de sua história, ao contrário do que previam os “analistas econômicos” burros formados em Oxford e Cambridge, técnicos esses seduzidos pelas ideologias de mercado, que têm fórmulas matemáticas para justificar tudo.


E o mito da classe média, usado como um véu para esconder a pobreza material e a exploração econômica que sofremos?

Algumas pessoas que se acham “bem informadas”, porque têm um cargo público de alto nível e ganham salários acima da média da população, ou porque são profissionais liberais bem sucedidos – médicos arrogantes, advogados corruptos, dentre outros – realmente acreditam que fazem parte de uma "classe média" (http://www.sae.gov.br/site/?tag=classe-media).





Um pobre nos EUA quer trocar seu iphone e seu Nike – fabricados na indonésia em situação análoga a de escravo.

No Brasil, um pobre pode trabalhar honestamente toda a vida e não alcançar a dignidade humana - acesso à saúde, educação e cultura de qualidade.

Sabem qual a diferença? A verdade é que somos todos pobres. Todos nós que achamos que fazemos parte da tal "classe média". Não existe classe média no Brasil. Somos todos explorados.

A partir deste ponto de vista, poderemos contabilizar cerca de 120 milhões de pobres em nosso país, grande orgulho (http://www.sae.gov.br/site/?p=17295).

Uma vergonha que esconde uma verdade: são números e padrões manipulados.

Mas ainda temos que desvendar esse fenômeno chamado "classe média" e a polêmica dos impostos. Isso fica para os próximos textos.



Caros amigos e amigas... do seu editor do capeta... atendendo a pedidos de "volta, volta, volta" - foram exatamente três: Ferida Exposta Exposta, Fragagus e Paulo Henrique... estamos divulgando nosso e-mail para recebermos suas matérias, com fotos originais para publicação...

E-MAIL: palhetadas@yahoo.com.br, no plural...

Até a próxima...

domingo, 6 de outubro de 2013

Viva Las Vesgas, viva o rock

Viva Las Vesgas, viva o rock



Ao som de I don't like mondays, da banda The Boomtown Rats, e na companhia de um dos punks mais antigos do Espírito Santo, Noé Filho, escrevo esta crônica.

Caros seguidores das palhetadas mágicas do rock... as nossas palhetadas estão chegando ao fim... sejam ou não sejam do diabo, que é o pai do rock, foi uma jornada inesquecível que vamos guardar na memória... e para aqueles que sentirem saudades, basta acessar a página do blog na nuvem virtual, porque estará lá para sempre...

No túnel do rock tempo

Se alguém se habilitar, poderá seguir dando as palhetadas e até usar nosso domínio, que já está registrado, pela módica quantia de R$ 100.000,00 (cem mil reais)... rsrsrsrsrs

Mas deixemos de lado as agruras da vida real... e, mais uma vez, vamos aos fatos...

Vaccari no templo do rock: é punk

Marcio Vaccari, Marcelo Maia e Fabricio Drumond, ou Viva Las Vesgas, fizeram, como sempre, mais do que prometeram... atenderam ao bis do público sedento of rock e fizeram anjos e demônios dançarem ao ritmo de Elvis, Ramones em versões rockabílicas e muito Bill Harley e bee bops jazz, dentre outros... O público se envolveu ao ponto de assumir os instrumentos e tocar junto com os músicos, na bateria e na guitarra... foi demais...

Aliás, uma das marcas do público campograndense de rock é o entusiasmo, que leva os artistas sempre a retornar por essas bandas em busca da troca de energia que só a interação com um público fiel pode proporcionar.




O show começou por volta das 20h30, bem depois da chuva que desabou na região. A preocupação com um novo temporal deixou os organizadores nervosos e tomando todas as cervejas. O público, ainda tímido, acompanhou com educação inglesa, só faltaram as palmas comportadas... Vaccari precisou até convocar os diabos pra ocupar a pista de dança.

Mas, antes de esquentar, os deuses do rock cochilaram, pensando que era só a chuva. Não deu outra: o suporte de voz do Vaccari queimou. Fim de festa! Nada disso! Imediatamente os rockers boys correram prá lá e prá cá. Resultado: P.A. completo pro Vaccari...


Aos poucos o público se encontrou e até os punk boys entraram na dança e sacudiram os esqueletos no mais puro hardcoreabilly dançante, audível e honesto...

Vaccari, Marcelo e Fabrício louvaram aos deuses do rock pela disposição e performance na bateria ritmada, pela guitarra psychobilly e pelo baixo acústico bebop, todos igualmente envolvidos com o desejo de agradar e mostrar um trabalho de qualidade excelente.

"Hells Angels":  Borracha e os motorheads

Não deu outra, Vaccari só não gritou “ninguém tem nada com isso”, bordão da banda punk capixaba Zoopatia, porque antes disso Jack Douglas e Noé Filho, do Zoopatia, gritaram juntos “viva las vesgas”, quando a banda aportou na casa de eventos Canto Undeground da Roça . No meio do show, Vaccari lembra que Jack e Noé Filho fizeram parte do "movimento" da década de 80 e 90, chamando-os à pista com mais punkrockabilly.

Noé Filho( Harmonia Turbulenta), esse diabo que vos escreve e Oswaldo (RHC)

Num dos clímax do show, Vaccari tira a camisa e detona na postura, misturando-se ao público e divertindo-se igualmente, sentindo-se em casa.



Nicacio e Stela branquela encerram o evento agradecendo ao Palhetada do Diabo e aos demais parceiros, e principalmente ao público, que ficou ainda no local até a cerveja acabar...

Caros amigos e seguidores, quem viu, viveu e se divertiu... encontrou amigos e cerveja gelada...

Aos que, por algum motivo, não estavam presentes, sintam o cheiro desse enxofre histórico por nossas palavras...

PS: alguém quer saber da loirinha vesga bonitinha... Conselho: vai pro rock...