terça-feira, 10 de novembro de 2015

Darks, a luz negra está de volta

Darks, a luz negra está de volta

A subcultura gótica (chamada também de Darkwave no início dos anos oitenta, apenas no Brasil) é uma subcultura que teve início no Reino Unido durante o final da década de 1970 e início da década de 1980, derivado também do gênero pós-punk, que é um sinônimo para a música gótica. (Fonte: Wikipedia)


Dizem por aí que no início dos anos 90 pairava no ar algo sinistro no Brasil... talvez fosse uma recessão econômica... mas na Grande Vitória havia um grupo de darks, dizem, que subjugavam a morte embalados ao som de Bauhaus, The Cure, Christian Death, Joy Division, The Sisters of Mercy, dentre os mais variados estilos de pós punk que vigoravam no mundo desde o final da década de 70.

Esses darks das sombras realizavam vários encontros na cidade de Vila Velha e só agora, depois de passados quinze anos, eles voltam com uma mostra de sua cultura gótica e um tanto depressiva.

Cartaz de encontro gótico no Centro Cultural de Itapoã, Vila Velha, em que o ano foi mais uma vez omitido, mas o preço da entrada foi de 5 mil, acho que de cruzeiros... é só ligar pro Beto pra conferir...

O encontro se dará na próxima sexta-feira, 13.

Não poderiam escolher melhor data! Os mortos se levantarão das catacumbas, talvez até Béla Lugosi vá estar presente no Dinossauros Bar, em Nova Brasília.

O organizador do evento, vocalista da banda RHC, Paulo Henrique Linguiça, fez uma incursão no mundo dark até encontrar essa galera cujo código são as roupas pretas e o ar melancólico para os reunir em um culto àqueles idos gloriosos da cultura pop: naquele momento pós moderno nunca deixamos de acompanhar as mudanças de comportamento, talvez com uma década de retardo, mas estávamos lá, diz.

O evento começa a partir das 20 horas com vinil e DJ gótico.

As Palhetadas do Rock recomendam...


Dinossauros Bar - som ambiente, vinil, vídeo, rock, gótico, punk, rua Santo Antônio, 40, em Nova Brasília, Cariacica/ES - tomar o ônibus 705 no terminal de Itacibá e descer próximo ao bar "Mata Pau", entrada a R$ 5,00 a partir das 20 horas 



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Rock do Borracha foi do Barulho

Rock do Borracha foi
do Barulho



Num final de semana concorrido, onde a preferência parece ter sido alguma cachoeira, praia ou mesmo um "mato", os rocks aconteceram pra valer. A maioria dos seguidores viajou mas os que ficaram deram a atenção merecida aos rocks que rolaram.

O rock no Gilson aconteceu, e também o Rock do Barulho...

O aniversário do Borracha, em sua 15ª edição - me corrijam se estiver errado - recebeu atenção dos mais sedentos roqueiros... foi um sucesso de organização, com atrações excelentes... um verdadeiro show de rock...





Na propaganda, o Borracha prometeu e cumpriu: cachaça e churrasco liberados! Da cachaça não sei, mas o churrasco estava muito bem feito e em abundância sob a responsa do moto clube Vingador. Quando chegamos, às 15h30, o churrasco já estava rolando. Quando saímos, às 23h59, ainda estava lá. Foi muito bom!




O espaço foi o melhor possível, o campo do Brasil de Cariacica, parcialmente abandonado, recebe cuidados de voluntários da comunidade e sócios desse antigo clube. Havia lugar de sobra para acampar. Alguns malucos levaram suas barracas e montaram acampamento.



A estrutura de palco foi toda do Borracha, e diga-se logo, equipamento profissional, de responsa, não deixando nada a dever a qualquer sonorização que conhecemos. Pelo contrário, o rock and roll Cariaciquense e seus amantes foram homenageados com aquele excelente P.A.. Som, palco e iluminação nota 10 que garantiram os excelentes shows de rock que testemunhamos.

Das bandas programadas apenas a Pink Flaming não compareceu. As demais, foram pontuais e cumpriram a programação.

Banda Sporro Grosso: vulva na capa do CD e proibição pela justiça

Quando chegamos, a banda Sporro Grosso já estava no palco com suas melodias próprias e cheias de humor. Banda boa, visceral. Formada há 15 anos, seu único CD está proibido de ser comercializado. Porque será? Na capa do CD que adquirimos, vem estampada a vulva feminina, com todos os seus lábios...

Banda Old Rock: destaque para o guitarrista

Em seguida vieram a Old Rock, com destaque ao guitarrista, e a banda Shadow. Aí, não dá nem pra falar, foi Iron ao vivo na guitarra de Murilo Godoy! Cozinha perfeita com destaque para as frases de baixo do Fernando Thiebaut, que sempre nos impressiona, fazendo parecer fácil demais...

Banda Shadow, muita fumaça e rock and roll

A banda The Rover voltou depois de muito tempo parada e cobramos logo do vocalista os agudos e os gritos que o fizeram conhecido nos anos 2000. O fato é que o tempo se abate sobre os amantes do rock... mas não sobre nós, não é mesmo Geovandro?

The Rover: fico devendo uma foto boa

O guitarrista da The Rover tem mais de dois metros de altura e a guitarra parece um brinquedo, de tão pequena que fica... Toca bem e sabe onde está se metendo, mas não levou um tal pedal de efeitos que nos fez perceber que faltava alguma coisa... Tocar cover não é fácil... tem que ficar igualzinho... se não... O baixista é jovem e bom no instrumento. Tem estilo.

A última banda antes do disque silêncio foi o Universo Reciclado, de nosso conhecido Bacana. Bacana, nos anos áureos, década de 90, teve até programa de TV, onde entrevistava os destaques da música local... Eis que Bacana volta também sob o mesmo signo, o signo dos "enta". Mas quem ama faz acontecer, e o rock nunca pára. No backstage, depois do show, Bacana estava esbaforido.

Com vocês, o Universo Reciclado!

Universo Reciclado: no pique do Bacana

Bom show, com observação apenas para as duas primeiras canções, muito pops, que logo foram esquecidas quando tocaram só rock... No palco, Bacana não pára, pula, corre pra lá e pra cá. Haja fôlego.

Baixista centrado, duas guitarras fly em V e bonés de aba reta

Levaram cover do Nirvana e Ramones. Seu repertório próprio foi sensacional... Executaram a música Terra Prometida e outras mais. Bacana chamou o público que lhe correspondeu. Foi massa! Destaque para os dois guitarristas com guitarras fly em V. Baixista e bateria bons, daqueles que deixam as guitarras tranquilas pra solar.



O aniversário do Borracha foi completo. Área para acampar, boas bandas e sonorização ótima. Não faltou o público, porque estávamos lá. Cerca de 150 cabeças espalhadas pelo campo, tomando cachaça, cerveja, comendo churrasco e curtindo rock.

O rock do Borracha foi do barulho! As Palhetadas recomendam!

Borracha, estamos aguardando o próximo!

Do seu editor do underground, até lá!



































































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