sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A globalização da pobreza



A globalização da pobreza


Poderíamos até comer sanduíches do McDonald com prazer se existisse distribuição de renda no mundo.

Poderíamos até mesmo aceitar o lucro das grandes corporações se existisse qualidade de vida para os povos latino-americanos, africanos e asiáticos.



Porque não socializar a riqueza? Porque somente socializar a pobreza? Esse é um tabu no qual ninguém ousa tocar, salvo algumas tímidas intervenções de estados nacionais como a baixa forçada pelo governo brasileiro dos juros abusivos praticados pelos bancos e das intervenções do próprio povo em manifestações cada vez mais freqüentes.


Após a baixa de juros bancários, o Banco do Brasil teve o maior lucro de sua história, ao contrário do que previam os “analistas econômicos” burros formados em Oxford e Cambridge, técnicos esses seduzidos pelas ideologias de mercado, que têm fórmulas matemáticas para justificar tudo.


E o mito da classe média, usado como um véu para esconder a pobreza material e a exploração econômica que sofremos?

Algumas pessoas que se acham “bem informadas”, porque têm um cargo público de alto nível e ganham salários acima da média da população, ou porque são profissionais liberais bem sucedidos – médicos arrogantes, advogados corruptos, dentre outros – realmente acreditam que fazem parte de uma "classe média" (http://www.sae.gov.br/site/?tag=classe-media).





Um pobre nos EUA quer trocar seu iphone e seu Nike – fabricados na indonésia em situação análoga a de escravo.

No Brasil, um pobre pode trabalhar honestamente toda a vida e não alcançar a dignidade humana - acesso à saúde, educação e cultura de qualidade.

Sabem qual a diferença? A verdade é que somos todos pobres. Todos nós que achamos que fazemos parte da tal "classe média". Não existe classe média no Brasil. Somos todos explorados.

A partir deste ponto de vista, poderemos contabilizar cerca de 120 milhões de pobres em nosso país, grande orgulho (http://www.sae.gov.br/site/?p=17295).

Uma vergonha que esconde uma verdade: são números e padrões manipulados.

Mas ainda temos que desvendar esse fenômeno chamado "classe média" e a polêmica dos impostos. Isso fica para os próximos textos.



Caros amigos e amigas... do seu editor do capeta... atendendo a pedidos de "volta, volta, volta" - foram exatamente três: Ferida Exposta Exposta, Fragagus e Paulo Henrique... estamos divulgando nosso e-mail para recebermos suas matérias, com fotos originais para publicação...

E-MAIL: palhetadas@yahoo.com.br, no plural...

Até a próxima...

2 comentários:

  1. Hummmm! Concordo; mas para dividir-se a riqueza requer-se trabalho de todos. Muitos não têm disposição para o trabalho e, portanto, não merecem receberem em pé de igualdade. Contudo, estamos em uma situação de exploração do trabalho - muitos dedicam suas vidas a propósitos realmente importantes, ao conhecimento, ao trabalho braçal necessário nos campos, etc... e esses não têm em troca o que merecem. Em resumo, socialismo é tão injusto quanto o capitalismo. A injustiça social é uma condição humana - depende da evolução cultural e não do sistema político. "acho".

    Paulo Moscon

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    1. Obrigado pelo comentário, aproveito para convidá-lo a tornar-se seguidor das palhetadas do rock... grnade abraço...

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