segunda-feira, 18 de março de 2013

O punk com o Pé na Cova

Guilherme Junker (à esquerda), autor da música Velho Punk,
trecho abaixo, com Léo Aranha (baterista do Harmonia
Turbulenta) e, ao centro, um hard punk boy desconhecido


"entrei num vagão no centro da cidade,
um coroa me chamou a atenção,
coturno descolado, moicano abaixado
ele tinha um A tatuado
vou te falar como anarquizei,
na década de 60 eu apavorei..."



Dentre tantas emoções e atitudes punk para anarquizar e apavorar, a banda Pé na Cova, desfeita recentemente, em 2008, depois da morte do guitarrista, guarda com nostalgia vinte composições próprias, ao estilo do mais puro punk rock de subúrbio.

A banda é de Campo Grande, formada no gueto de São Geraldo, e tem em seu vocalista Guilherme Junker uma vida ativa para a música, para o punk, para as ruas e para a anarquia. Junker relata que depois da morte do seu parceiro, ficou três meses ouvindo Cazuza, Raul Seixas e Renato Russo.

Em conversa pessoal com esse maluco vê-se logo que o cara tem atitude, ou seja , personalidade, o que anda faltando em muitos que dizem pertencer ao mundo underground. Aos 23 anos de idade o cara pode ser chamado de "jovem Cazuza", pois carrega na veia a poesia e o gosto pela música de subúrbio, especialmente o punk, além, é claro, de não recusar ficar bêbado em boa companhia.

Hoje ele se apresenta em bares e festas, tocando "algo mais poético que punk rock", mas deixa claro que o underground corre em suas veias. Segundo Junker, não há espaço para guitarras destorcidas e gritos de rebeldia nos meios convencionais, por isso, passou a tocar algo mais poético para seu próprio sustento.

"Ouvi muito Cartola, Noel Rosa, Bezerra da Silva, Morais Moreira... tentando entender o 'outro lado'. Assim, consegui abrir minha cabeça e escrever muito...", relata Junker.

Então, Guilherme, vamos parando a conversa e plugando os instrumentos nos amps valvulados pra tocarmos juntos o melhor do velho punk. E chama o parceiro lá em cima, pra fazer uns solos e riffs de guita...

Estamos aguardando ansiosos o dia em que poderemos reverenciar a banda Pé na Cova com seu punk rock anarquista gritado e sonorizado nas vielas do subúrbio...

Do seu editor do capeta... quanto mais underground, melhor... Até a próxima palhetada do diabo.

Outra coisa galera, Guilherme Junker acaba de entrar para o nosso Hall da Fama. Saudações undergrounds.

sábado, 9 de março de 2013

O diabo é o pai do rock!!!




Acho que todos sabemos por que o diabo é o pai do rock, certo? Oh yes, galera! O diabo é uma figura folclórica, criada pelos religiosos que precisavam de uma oposição a Deus.
Assim foi criado o diabo, como uma entidade que representava o mal. Ou seja, aqueles que se afastassem da igreja estariam se afastando de Deus e se aproximando do diabo.
Com essa imagem os religiosos pretendiam, através do medo, controlar seus seguidores (não no twiter, mas na vida de carne e osso). 
Já em tempos mais modernos, todos sabemos as histórias dos negros nos campos de algodão ao longo do rio Mississipi (EUA). Naqueles campos, os negros escravos entoavam cânticos de lamentação, cânticos tristes que contavam a história de algo perdido no tempo, sua terra natal (África) ou mesmo entoando a Deus por sua misericórdia.
Logo passaram a cantar histórias de amores perdidos ou de vidas sem destino. Essas músicas foram levadas dos campos de algodão às suas igrejas, onde se encontravam para aliviar o espírito dos martírios que o corpo vivia.
Aí galera, bem nesse momento é que nós, os roqueiros, surgimos. Todos nós, como uma legião endiabrada no corpo e na alma daqueles negros atrevidos que tiraram aquelas músicas das igrejas e levaram para os salões de dança, fazendo o blues e o rock correrem por nossas veias para sempre...
Então, levantou-se uma voz, firme e grave (será que foi o Frank Sinatra?) dizendo: "rock é coisa do diabo, o diabo é o pai do rock". Então o rock, que surgia do blues, foi crucificado como sendo o mal que afastava as pessoas de Deus...
Oh yes, galera, o diabo é o pai do rock. Mas há quem diga por essas bandas que o Raul é que é o pai... Não façamos polêmica...
Recomendamos ouvir Raul, assistir ao filme Crossroads (Encruzilhada) de 1986, com Ralph Machio e Steve Vai, ler a historiografia de um dos pioneiros do rock (Chuck Berry, Little Richard, Buddy Holly ou Jerry Lee Lewis), tomar muito vinho nacional e, depois, chamar Raauull... pra ver se ele aparece...
Depois, começar tudo de novo ouvindo Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple (repertório dessa matéria).
Do seu editor do capeta, palhetadas endiabradas a todos que têm na alma a marca do rock and roll...



domingo, 3 de março de 2013

Foda-se a crítica

Banda The Rippes agradando a todos
que amam a música, cerveja e tira gosto (Gush)

Pois é galera, não adianta mesmo... Não adianta dizer que é da "Palhetada do Diabo", que vai dar uma força pro evento, e blá-blá-blá, que a galera nem tá aí (eu avisei mané)... A gente acaba ouvindo um FODA-SE sonoro nos tímpanos... Então, amigo, VAI TOMAR NO CÚ, ao melhor estilo do rock and roll...

Mas deixa isso pra lá... O que importa é que a banda The Rippes (os bêbados) mandaram muito bem lá no Chamusquim. Quem esteve presente sentiu que a banda é visceral,  toca o que gosta por que gosta. E agradaram muito dos punks aos heavys, dos new boys aos cazuzas, e dos transeuntes aos desavisados presentes no local.

O guitar man Jean e suas palhetadas do
diabo: louvor aos deuses do rock and roll

Seu repertório é recheado por músicas das estrelas máximas do indie rock como The Strokes, White Stripes, Stone Age e Kings of Lion. Ainda mandaram bem com duas músicas do Mop Top (banda nacional). Encerraram o espetáculo com Hey Joe, do Jimi Hendrix, com direito a uma guitarra endiabrada do guitar man Jean.

A banda está nessa formação há 4 meses e guarda na gaveta músicas para um futuro repertório próprio (nos convidem pra fazer a crítica, manos).

Com vocês, The Rippes: Gustavo (Gush) no vocal, Jean na guitarra solo, André Varejão na guitarra base, Bárbara no baixo, Cristiano na batera e Luani no back vocal.

Abração aos blog readers do Palhetada do Diabo... até a próxima edição. Do seu editor do capeta.

A redenção dos gênios ou Bronha, nosso herói!

Banda The Rippes (os bêbados) no equipo
do Bronha, no bar Chamusquim Power Rock

Não precisamos ir muito longe (ao Estado do Mississipi/EUA ou aos subúrbios de Londres) para fazermos parte da história do rock and roll... Nossas histórias se confundem entre acordes do inferno e contra baixos pesados no bumbo da batera, marcando quando preciso e crescendo nos rifes de guitarras endiabradas nos velhos e bons rocks de garagem que nós mesmos organizamos.

Pois é, estamos falando de tantos e tão bons. Estamos falando do Bronha, do Danilo De Bona (esse, ninguém conhece!), que é considerado por muitos um mito do rock suburbano, porque é a esse meio que pertencemos, e temos nosso próprio hall da fama do rock and roll.

Mas quem é esse cara? Pois é galera, poderia começar dizendo que se trata de um cara gordinho com o nariz nervoso, mas até a galera punk concorda: Bronha, esse cara é você!


Banda Harmonia Turbulenta no equipo
do Bronha, no bar Chamusquim Power Rock


Poucas coisas se fazem por amor, e são poucos os que têm a coragem que esse cara tem, mantendo seus equipamentos à disposição da galera, juntando bandas boas e desconhecidas e seu público fiel, abrindo as portas do inferno pro rock ser bem ouvido. Valeu Bronha, você faz parte do nosso hall da fama do rock and roll, e ninguém tem nada com isso!!!

Foi ouvindo Litle Wing, do Hendrix, tocada por Clapton e Winwood que escrevi essas poucas palavras de apoio aos mecenas do rock and roll do subúrbio.

Vida longa ao subúrbio! Vida longa ao rock! Vida longa ao Bronha! Cessam aqui as palhetadas do diabo. Até a próxima, do seu editor do capeta (e os evangélicos ficam putos!).